26/11/2021 10:01:53 / Editor: José Alfredo | Agência Rede PT Ribeirão

Após sucesso das vacinas, farmacêuticas correm atrás de remédios para Covid

Por Julinho Bittencourt

Após o sucesso das campanhas de vacinação contra a Covid-19, a guerra contra o coronavírus avança agora em outra trincheira, a dos medicamentos. Não aqueles que o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) e seus aliados defenderam durante o pico da pandemia, como a cloroquina, ivermectina entre outros, mas os que têm aval de especialistas.

Apesar das vacinas serem o carro-chefe do combate ao vírus, especialistas afirmam que em um cenário com risco de novas ondas e surgimento de novas cepas, uma nova variedade de remédios pode ajudar, principalmente com idosos e imunodeprimidos.

Foram anunciados nas últimas semanas ao menos três produtos que trouxeram otimismo. O primeiro foi um remédio produzido pelas empresas Merck Sharp & Dohme (MSD) e Ridgeback Biotherapeutics, a pílula Molnupiravir. Ainda não há resultados científicos definitivos, mas o laboratório divulgou potencial de reduzir em 50% o risco de hospitalização ou morte dos pacientes.

Alto custo

O médico infectologista Marcos Caseiro comentou com a Fórum, no início de outubro, sobre a chegada destes medicamentos, que já existem, segundo ele, em fase adiantada de desenvolvimento. O infectologista destaca que todos são excelentes, mas são muito caros.

“Já existem várias dessas drogas antivirais. Tem outro da Pfizer que está em fase adiantada, inclusive nós fomos convidados pra fazer parte desse estudo. Vários delas devem ser lançados nos próximos meses”, destaca.

Caseiro diz ainda que “esses estudos diminuíram um pouco por conta da redução de pacientes, mas certamente, assim como a gente tem hoje o Tamiflu pra gripe, certamente teremos pra muito breve um remédio pro coronavírus”.

Sobre o molnupiravir, ele diz que o medicamento é muito bom, sim. “E tem outros, de outros laboratórios, que são muito bons também, que reduzem mortes, tanto em uso preventivo quanto em uso terapêutico”.

Anvisa

Já há seis medicamentos com uso emergencial aprovados pela Anvisa para a covid-19 no Brasil, além de uma sétima solicitação em análise. Mais da metade desses remédios são anticorpos monoclonais, administrados por injeção intramuscular. Diferentemente da vacinação, que confere imunidade ativa, eles provêm a chamada imunidade passiva – imitando as defesas naturais do organismo e atuando contra a proteína spike do Sars-CoV-2.

Com informações do Estadão