Rolo compressor rubro-negro despacha mais um argentino

Primeiramente foi o Boca Juniors. Segundamente, o Racing e, finalmente, o Defensa y Justicia.

O Galo, o São Paulo e o Flamengo despacharam os hermanos.

Porque o Flamengo parecia possuído.

Jogou na sexta marcha desde o começo do jogo no Mané Garrincha com 1/3 do público que se esperava porque, ao que parece, o brasileiro, inteligentemente, tem medo da Covid.

Quem não tem medo de cara feia é Bruno Henrique que ligou todos os seus propulsores e só era parado na pancada, muitas.

Rodrigo Caio, de volta, também subiu feito foguete e abriu o placar em cobrança de escanteio por Everton Ribeiro, aos 9 minutos.

O rolo-compressor não parou um minuto até que Diego Alves quis brincar com Diego Ribas e chutou a bola em cima de Loiaza, aos 40’, e deu-se o empate.

O que era para estar 3 a 0 estava 1 a 1.

Verdade que na metade do primeiro tempo o Defensa fez sua primeira troca para impedir que Bruno Henrique reinasse como fazia até então e deu certo a mexida do técnico Sebastián Beccacece.

Diego Alves havia sido o herói do jogo na Argentina passava a ser o vilão em Brasília.

O intervalo chegou com surpreendente, e frustrante, empate.

Os dois times tinham boas recordações do Mané Garrincha, porque lá o Flamengo ganhou a Supercopa do Brasil e o Defensa venceu a Recopa Sul-Americana, ambos contra o Palmeiras.

O segundo tempo assumia ares que poderiam ser dramáticos porque, embora o 1 a 1 desse a vaga aos brasileiros, um gol argentino poria tudo a perder. E o Defensa havia ressuscitado.

Em dez minutos o Flamengo, que não havia cometido nenhuma falta até então, cometeu três e viu Everton Ribeiro e Diego serem amarelados.

Aos 62’, Everton Ribeiro deu lugar a Michael, primeira troca de Renato Gaúcho.

Demorou apenas 4 minutos para Michael acertar um tirambaço no travessão e Arrascaeta pegar o rebote para botar o Flamengo outra vez na frente: 2 a 1, de cabeça.

Matheuzinho no lugar de Isla, aos 77’.

Faltava o gol de Gabigol, em noite discreta.

Também não precisava, mas seria bom, tranquilizador.

Mas quem fez o 3 a 1 foi Vitinho, que entrou aos 72’ no lugar de Bruno Henrique e, no minuto seguinte, recebeu de Arrascaeta, bateu de esquerda de fora da área e o goleiro aceitou. Fim de papo.

A estrela que faltou a Rogério Ceni brilhava para Renato Gaúcho, além, é claro, do novo treinador ter todos os titulares à disposição, coisa que o antigo nunca teve.

Inter e Olimpia decidem nesta quinta-feira, no Beira-Rio, quem enfrentará o bicampeão brasileiro nas quartas de final.

Era para ser sem susto, mas Diego Alves quis botar um certo suspense.

Michael, o cruel, ainda pôde dar a Vitinho o quarto gol, mas preferiu chutar e chutou por cima. Está absolvido.

Só que aos 92’, Michael se redimiu e fez a jogada para Vitinho marcar o 4 a 1, 5 a 1 no agregado, na jogada seguinte depois de Diego Alves operar grande defesa.

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